domingo, 11 de outubro de 2026

Jovens comandam ato pró-Lula em SP e ocupam sete quarteirões na Paulista

O ato político organizado pela campanha de Lula (PT) à Presidência na capital paulista hoje (11) foi marcado por uma mudança de comando: em vez das mesmas lideranças petistas, jovens de esquerda, filiados ou não, deram voz e tom ao encontro na avenida Paulista

Com sete quarteirões lotados à esquerda e à direita do Masp, o evento teve a presença de Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e dos três governadores petistas reeleitos no Nordeste —Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fontelles (PI). Mas quem ganhou mais aplausos da militância, além do presidente, foram as deputadas federais Érika Hilton (PSOL), Luna Zaratinni (PT) e Sâmia Bomfim (PSOL). O cantor Jão e o ator Humberto Carrão também foram tietados pelo público, majoritariamente jovem.

De cima do trio elétrico, Lula fez uma fala rápida ressaltando a juventude presente, mas pediu esforço da militância para convencer os idosos e pessoas que não votaram no primeiro turno a comparecer no dia 25. “Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não precisam votar. Eles têm filhos, netos e a pátria deles para cuidar”, disse, ressaltando que está prestes a completar 81 anos.

Fontelles seguiu a estratégia de Lula e chamou a atenção dos nordestinos que moram em São Paulo. “O nosso Nordeste só tem emprego, escola e desenvolvimento quando Lula é presidente”, disse.

Jovem, Fonteles, de 41 anos, ganhou espaço na campanha petista por falar a linguagem da internet e fez questão de falar à militância que a “virada já começou nas ruas e nas redes”.

Mas foi Érika Hilton, que recebeu mais de 1,5 milhão de votos para deputada federal no dia 4, que fez Lula parar de discursar ao subir ao trio. Ovacionada pelo público, a deputada não precisou falar para chamar a atenção até do presidente.

Com os jovens como protagonistas, a campanha não deu fala aos ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede), derrotados nas disputas do governo e do Senado em São Paulo, respectivamente. Na contramão, a presidente nacional da UNE, Bianca Borges, atuou como uma das “mestres de cerimônia”.

Organizados em coletivos, os estudantes seguiram na Paulista após o fim oficial do ato. Parte deles caminhou em direção à rua da Consolação com bandeiras em defesa da democracia, da educação pública e da soberania nacional.

Fonte: Uol

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