terça-feira, 3 de novembro de 2026

Aulas são suspensas em cidades do Amazonas devido ao ar péssimo e ao risco à saúde

Aulas são suspensas em cidades do Amazonas devido ao ar péssimo e ao risco à saúde

A deterioração severa da qualidade do ar e os riscos evidentes à saúde pública compeliram administrações municipais no interior do Amazonas a interromperem as atividades escolares presenciais da rede pública. A medida preventiva busca blindar estudantes, professores e demais profissionais da educação contra os impactos severos da poluição atmosférica intensa que encobre a região.

As decisões emergenciais refletem o monitoramento rigoroso realizado por plataformas científicas e órgãos de vigilância ambiental. Com índices de poluição atingindo patamares alarmantes, as prefeituras adotaram a interrupção das aulas presenciais como resposta imediata para preservar a integridade física da comunidade escolar.

Parintins e Itacoatiara paralisam atividades escolares

Em Parintins, a suspensão das aulas presenciais ocorreu logo nas primeiras horas do dia, com avaliações contínuas programadas para definir eventuais retornos no período vespertino. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas registrou concentração de partículas de 176,9 µg/m³, marca técnica e formalmente classificada como péssima.

Paralelamente, a cidade de Itacoatiara também interrompeu as atividades nas salas de aula após os indicadores locais atingirem patamares de alerta, contabilizando concentração particulada de 53,7 µg/m³, índice categorizado como ruim. A poluição na localidade compromete a atmosfera desde o mês de setembro.

Monitoramento ambiental aponta expansão da poluição

O mapeamento em tempo real fornecido pelo sistema de vigilância evidencia que a fumaça e as altas concentrações de poluentes afetam de maneira expressiva diversos outros territórios amazonenses. Os registros recentes demonstram um cenário generalizado de degradação da qualidade do ar no estado.

As medições técnicas recentes indicam os seguintes volumes por metro cúbico:

  • Barreirinha: 226,2 µg/m³
  • Nhamundá: 128,8 µg/m³
  • Boa Vista do Ramos: 120,2 µg/m³
  • Itapiranga: 78 µg/m³
  • Silves: 58,2 µg/m³
  • Maués: 54,3 µg/m³
  • Urucurituba: 51,3 µg/m³

Cenário de emergência e combate aos incêndios

O panorama estadual é agravado pela estiagem prolongada que atinge o estado. Até o último domingo, 47 municípios figuravam em situação formal de emergência, enquanto outros 15 permaneciam sob alerta. Estimativas governamentais apontam que aproximadamente 146.425 famílias sofreram impactos decorrentes desse fenômeno climático adverso.

Para conter o avanço das chamas e minimizar os impactos socioambientais, o governo estadual mantém uma força-tarefa em conjunto com o governo federal. Cerca de 1,5 mil profissionais, entre bombeiros e brigadistas, operam no terreno com o suporte de 18 aeronaves e ações intensificadas de fiscalização e prevenção.

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