sábado, 7 de novembro de 2026

Polícia Civil cumpre mandado de busca na casa de Professora Maria do Carmo em Manaus

Polícia Civil cumpre mandado de busca na casa de Professora Maria do Carmo em Manaus

A Polícia Civil do Amazonas cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência da candidata derrotada ao governo do estado, Professora Maria do Carmo (PL), situada no bairro Vieiralves, em Manaus, durante a manhã de sexta-feira (6). A diligência policial integra uma investigação em curso que apura a suposta divulgação e manipulação de imagens nas redes sociais tendo como alvo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).

A execução da medida judicial ocorreu após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar uma liminar que mantinha suspensa a ordem de busca e apreensão anterior. A determinação judicial que restabeleceu a autorização foi assinada pelo desembargador Paulo Feitoza, permitindo que as equipes policiais ingressassem no endereço da investigada para recolher elementos de prova.

Investigação sobre supostos crimes contra menor de idade

O inquérito policial em andamento apura a possível prática de crimes previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A apuração ganhou visibilidade pública após o governador eleito Omar Aziz vir a público criticar duramente, logo após o pleito eleitoral, ataques direcionados à sua filha adolescente e prometer acionar os órgãos de Justiça competentes contra os autores das condutas.

A condução dos trabalhos investigativos está a cargo da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Como parte dos desdobramentos operacionais, o delegado Marcelo Martins passou a integrar a equipe de investigação por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil, acumulando a função com a titularidade do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Decisão judicial e preservação de provas digitais

A controvérsia jurídica em torno do caso envolveu diferentes manifestações de instâncias superiores e da defesa da investigada. Em etapas anteriores do processo, a defesa havia sustentado que a ex-candidata compareceu de forma espontânea à delegacia para colaborar com as autoridades e disponibilizar aparelhos eletrônicos para averiguação, obtendo inicialmente uma suspensão temporária da ordem de busca por meio de liminar.

Contudo, ao reformar a decisão anterior, o magistrado responsável apontou a imprescindibilidade da medida para assegurar a integridade de vestígios e provas digitais que poderiam sofrer alterações ou exclusão. Enquanto as diligências prosseguem no endereço alvo da operação, o habeas corpus impetrado pela defesa ainda aguarda apreciação definitiva pelo Poder Judiciário, reforçando que a medida cautelar cumprida não encerra o mérito do caso apurado pelo g1 AM.

Compartilhe nas Redes

últimas noticias