
Acordo foi assinado neste sábado (21), entre Embraer e a Adani Defence & Aerospace, empresa privada aeroespacial e de defesa da Índia, com a presença do presidente Lula.
A Embraer anunciou neste sábado (21) a assinatura de um acordo estratégico com a Adani Defence & Aerospace para a instalação de uma linha de montagem final (FAL, na sigla em inglês) de jatos comerciais na Índia. O anúncio foi feito durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático.
Segundo a fabricante brasileira, sediada em São José dos Campos (SP), o objetivo da parceria é fortalecer a presença da companhia no mercado indiano, um dos que mais crescem na aviação mundial, e atender à crescente demanda por aeronaves de transporte regional.
O acordo prevê que a linha de montagem seja dedicada à família de jatos E-175, modelo que já é operado no país pela companhia aérea Star Air. Com a instalação local, a Embraer busca facilitar o suporte logístico e a entrega de aeronaves para clientes na região da Ásia-Pacífico.
Cooperação Estratégica
A parceria com o grupo Adani, do bilionário Gautam Adani, não se restringe apenas à montagem dos aviões. O Memorando de Entendimento (MoU) também engloba:
• Cooperação em serviços e suporte técnico;
• Desenvolvimento conjunto de soluções para a cadeia de suprimentos local;
• Exploração de oportunidades no setor de Defesa e Segurança.
“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer. Este acordo é um passo histórico para aproximar nossas indústrias e expandir nossa capacidade de produção global”, afirmou o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, em comunicado.
Presença de Lula
O presidente Lula, que cumpre agenda na Índia para fortalecer laços comerciais entre os países do Brics, celebrou o acordo como um exemplo de “diplomacia industrial”. Para o governo brasileiro, a iniciativa ajuda a consolidar a Embraer como um player global e gera oportunidades de exportação de tecnologia e componentes produzidos no Brasil.
Atualmente, a Embraer já possui quase 50 aeronaves operando na Índia, entre jatos executivos, modelos de defesa (como o Netra AEW&C) e aviões comerciais regionais.
Por: G1









