
O governador Roberto Cidade sinalizou que a gestão econômica do Amazonas acompanhará variáveis internas e externas para sustentar o equilíbrio fiscal ao longo de 2026. Entre os fatores monitorados estão o desempenho da Seleção Brasileira, com potencial de estimular o consumo, e a cotação do dólar, diretamente ligada à dinâmica da Zona Franca de Manaus. A estratégia ocorre em meio à administração de um orçamento estimado em R$ 30 bilhões nos próximos meses.
Ao lado do vice-governador Serafim Corrêa, o Executivo estadual estabeleceu como prioridade garantir liquidez para áreas essenciais, como saúde e segurança pública. A orientação é manter controle rigoroso das despesas enquanto busca ampliar a arrecadação por meio do aquecimento de setores estratégicos da economia local, especialmente o polo de eletroeletrônicos.
A expectativa do governo é que eventos de grande apelo popular, como a Copa do Mundo, impulsionem a venda de televisores e outros produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus. O movimento é visto como oportunidade para reverter o desempenho negativo observado no primeiro trimestre, quando a arrecadação apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior. Em abril, no entanto, já houve sinal de recuperação, considerado ainda moderado, mas relevante como possível mudança de tendência.
Outro ponto central da estratégia econômica é a cotação do dólar. Segundo o governador, a valorização da moeda norte-americana tende a favorecer a arrecadação estadual devido ao modelo econômico da ZFM, que possui forte ligação com o mercado externo. O câmbio, nesse cenário, passa a ser tratado como variável técnica relevante para o planejamento fiscal.
Apesar das perspectivas de melhora na receita, o governo alerta que o aumento na arrecadação não se traduz automaticamente em maior disponibilidade de caixa. Isso ocorre devido ao crescimento contínuo das despesas obrigatórias, como reajustes salariais e compromissos legais, que pressionam o orçamento público.
Diante desse cenário, a gestão indica que seguirá adotando medidas de ajuste e revisão de gastos, combinadas com monitoramento de fatores externos e estímulo ao consumo interno. O objetivo é garantir estabilidade fiscal, manter a capacidade de investimento e assegurar o funcionamento dos serviços públicos em um ambiente econômico ainda desafiador.







