sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Produtores rurais do Amapá em alerta contra surto de raiva em rebanhos

Produtores rurais do Amapá em alerta contra surto de raiva em rebanhos

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado (Diagro) emitiu um comunicado oficial nesta quarta-feira (14), orientando produtores rurais do Amapá a intensificarem a vacinação de seus rebanhos. A medida visa conter o risco de um surto de raiva, doença viral grave transmitida principalmente por morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue de animais.

Medidas de controle e prevenção contra a raiva

A médica-veterinária Rafaela Ferreira, responsável pela Unidade de Saúde Animal da Diagro, destacou que as áreas rurais do estado possuem características ambientais que favorecem a proliferação desses vetores. A transmissão ocorre quando o morcego hematófago realiza a espoliação de animais como bovinos, equídeos e suínos, infectando-os com o vírus da raiva.

A doença é considerada fatal, apresentando uma taxa de mortalidade de 100% nos animais que manifestam sintomas neurológicos. Por ser uma zoonose, a patologia também oferece riscos diretos à saúde humana, podendo ser transmitida a trabalhadores do campo que entrem em contato com animais contaminados ou com o próprio vetor.

Protocolos de segurança e obrigatoriedade da vacina

Em situações de suspeita ou confirmação de casos, a legislação sanitária torna a vacinação obrigatória para todos os animais suscetíveis em um raio de até 12 quilômetros da propriedade afetada. A imunização é a ferramenta mais eficaz para proteger o rebanho e evitar prejuízos econômicos e riscos à saúde pública.

A orientação da Diagro é que os produtores monitorem constantemente seus animais em busca de marcas de mordidas ou ferimentos suspeitos. Caso qualquer sinal seja identificado, a notificação deve ser imediata para que a equipe técnica possa realizar a investigação, coletar amostras laboratoriais e promover ações de educação sanitária.

Histórico e comportamento dos vetores

Os registros oficiais indicam que os últimos casos de raiva animal no Amapá ocorreram em 2020, no município de Porto Grande, e em 2021, em Santana. Desde então, o monitoramento tem sido constante para evitar que novos focos se espalhem pelo estado.

Os morcegos hematófagos costumam se abrigar durante o dia em locais como cavernas, construções abandonadas e copas de grandes árvores. Nesses ambientes, formam colônias onde o vírus pode circular entre os próprios indivíduos antes de ser transmitido para os animais de criação, tornando o controle desses abrigos uma parte essencial da estratégia de vigilância sanitária.

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