
Na carta enviada ao gabinete de Moraes, obtida pelo blog, Otoni de Paula diz que escreveu o documento “com o objetivo de pedir perdão” ao ministro do Supremo. O termo “perdão”, aliás, aparece duas vezes ao longo da carta – na introdução e no encerramento.
“Soube da decisão de Vossa Excelência (da quebra de sigilo) através da imprensa. Naquele momento, vi minha honra como político, pastor e chefe de família sendo exposta à opinião pública, tão acostumada a associar tais decisões judiciais à corrupção ou algo parecido. Por viver da minha imagem e sabedor que tenho pautado minha vida pública e privada na honestidade, tomei a decisão de abrir uma live pela minha rede social com o intuito de me defender e, justamente, nesse momento, tomado de forte emoção, acabei me excedendo e acabei me dirigindo a Vossa Excelência com um nível de desrespeito que me envergonho hoje”, escreveu o parlamentar.
“Ministro, sou pastor há mais de 30 anos das Assembleias de Deus, portanto, tal comportamento e vocabulário ofensivo, são inaceitáveis pela Igreja, mas fui vencido pelo destempero e seduzido por aquele momento de ataque às instituições, uma página triste na política brasileira. Por essa razão quero demonstrar à Vossa Excelência meu profundo arrependimento, pedindo escusas à Vossa Excelência.”
No desfecho da carta, o deputado faz um apelo pessoal ao ministro do Supremo ao reconhecer os riscos de perder o mandato por conta de sua conduta.
“Tenho consciência que o julgamento que serei submetido no plenário da Suprema Corte, por ofensas a Vossa Excelência, pode estabelecer a perda do meu mandato parlamentar e o fim da minha carreira política, mas suplico o favor de Vossa Excelência, que me ajude a não viver essa vergonha diante dos meus filhos e Igreja”, afirmou Otoni de Paula.
Fonte: Globo.com








