Estado solicitou dois aviões para atuar em áreas de difícil acesso até novembro. Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes combateram 16.470 focos de incêndio desde julho.
O Governo do Amazonas pediu apoio aéreo ao governo federal para enfrentar os incêndios que atingem o estado durante a estiagem. A solicitação prevê a locação de duas aeronaves de combate a incêndios florestais, capazes de transportar 3.200 litros de água cada uma, para atuação nas áreas mais críticas até o fim de novembro de 2026.
O pedido foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal em 18 de setembro. As aeronaves foram solicitadas; o governo estadual não informou, no material divulgado, se o apoio já foi autorizado ou quando poderia começar.
Segundo balanço apresentado pelo CBMAM, suas equipes atuaram no combate a 16.470 focos de incêndio entre 1º de julho e quarta-feira (23). A corporação aponta as grandes distâncias e a dificuldade de acesso a determinadas áreas como obstáculos para o trabalho em solo.
“Solicitamos apoio de aeronaves que transportam 3.200 litros e podem ajudar sobremaneira o enfrentamento a essas ocorrências, principalmente em locais de difícil acesso, em que uma viatura não consegue chegar, que a embarcação não consegue chegar”, afirmou o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleiso Muniz.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) também solicitou equipes, recursos e meios aéreos por meio do Projeto Pegasus, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A intenção, segundo o estado, é ampliar a resposta nas regiões onde o deslocamento de bombeiros e equipamentos é mais difícil.
Fiscalização será ampliada perto de Manaus
Na próxima semana, o governo estadual prevê iniciar uma nova fase da Operação Tamoiotatá, com reforço do monitoramento e da resposta a ocorrências na região metropolitana de Manaus. Equipes passarão a atuar em Manaquiri, Autazes, Careiro Castanho e Careiro da Várzea. Até agora, a operação estava concentrada no sul do Amazonas.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também mantém a Operação Alerta Fogo, voltada à fiscalização do uso ilegal do fogo. As equipes atuam em dois conjuntos de municípios: Iranduba, Manaus, Manacapuru e Novo Airão; e Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Silves, Itapiranga e Itacoatiara. Viaturas com internet via satélite e drones dão apoio ao trabalho de campo.
Desde 9 de setembro, o Decreto Estadual nº 55.339 proíbe o uso do fogo no Amazonas por 120 dias, ressalvadas as exceções previstas na legislação. De acordo com o governo, 153 brigadistas florestais atuam em municípios prioritários.
Com a fumaça provocada pelos incêndios, os órgãos estaduais orientam a população a evitar atividades físicas ao ar livre e a procurar atendimento de saúde em caso de sintomas respiratórios graves. Ocorrências de incêndio podem ser comunicadas ao Corpo de Bombeiros.










