Yu era consultor do governo chinês. Já projetou obras em mais de 70 cidades, que hoje são capazes de receber mais chuva do que caiu no Rio Grande do Sul. Ele explicou que havia três pontos principais em todos os seus projetos.
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Kongjian Yu morreu em queda de avião no Pantanal — Foto: Arquivo pessoal; Polícia Civil-MS
“A natureza se adapta, é viva. O conceito de cidade-esponja é baseado no princípio de que a natureza regula a água”, explicou.
- O primeiro ponto é reter a água assim que ela cai do céu: ele disse que 20% da área de toda fazenda tem que ser reservada para água em sistemas de açudes, para que ela não acabe toda indo para o rio principal. E que tem que haver áreas grandes permeáveis: porosas, não pavimentadas.
- O segundo é diminuir a velocidade dos rios: “Quando você desacelera a água, você dá a oportunidade pra natureza absorvê-la. Para desacelerar, você usa a vegetação e cria um sistema de lagos”.
- O terceiro ponto é adaptar as cidades para que elas tenham áreas alagáveis, para onde a água possa escorrer sem causar destruição: criar grandes estruturas naturais alagáveis para que a água possa ser contida por um tempo e, depois, rapidamente absorvida pro lençol freático sem invadir as casas.
Fonte: Globo









