Candidato ao Senado defende dragagem, balizamento e sinalização dos rios durante todo o ano para evitar o isolamento de municípios e o aumento dos preços no interior

O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) defendeu a criação de um programa permanente do Governo Federal para reduzir os impactos da seca no Amazonas. A proposta foi apresentada nesta sexta-feira (28/08), durante agenda em Pauini, município da calha do Purus que teve aproximadamente 11 mil pessoas afetadas pela estiagem histórica de 2024.
Wilson afirmou que pretende atuar em Brasília para garantir ações contínuas de dragagem, balizamento e sinalização dos rios. O objetivo é preservar a navegação durante a vazante, assegurar o abastecimento dos municípios e evitar que as dificuldades logísticas provoquem aumento no preço de alimentos, combustíveis e outros produtos essenciais.
“Quero estar em Brasília para exigir que o Governo Federal crie um programa permanente para amenizar os efeitos da seca, com sinalização, balizamento e dragagem durante todo o ano nos nossos rios, para permitir a navegação. Quando falo de navegação, não estou falando apenas dos grandes empreendimentos ou da Zona Franca de Manaus. Estou falando da balsa que sai de Manaus para chegar ao Purus”, declarou.
O candidato explicou que a logística fica totalmente comprometida durante a seca. Com as dificuldades de navegação, as embarcações transportam menos produtos, o custo da operação aumenta e esse impacto acaba chegando diretamente ao consumidor que vive no interior.
“Quando a balsa tem dificuldade de navegação, ela vem menos carregada, o custo do transporte aumenta e o empresário precisa, pelo menos, empatar a operação. Isso naturalmente representa aumento nos preços para o consumidor final e a vida acaba ficando ainda mais difícil”, completou.
Em Pauini, Wilson também destacou a importância da pista do aeródromo entregue por ele em fevereiro deste ano para garantir uma alternativa de deslocamento nos períodos mais críticos da vazante. O transporte aéreo torna-se ainda mais necessário quando a descida dos rios dificulta a navegação, isola comunidades e limita o acesso da população a serviços básicos.
“Vocês não imaginam o que isso representa para mim, porque é resultado de uma decisão que tomei lá atrás e que muda e transforma a vida das pessoas. Estamos falando de um município distante, com uma logística complexa, e quem está em Brasília não tem a menor ideia do sacrifício que é feito aqui, não apenas para produzir, mas para sobreviver e garantir aquilo que é básico”, afirmou Wilson.
Em 2024, ano da pior seca já registrada no Amazonas, mais de 700 mil pessoas foram afetadas em todo o estado. Pauini contabilizou aproximadamente 11 mil moradores atingidos. Em 2026, o município voltou a ser classificado em Situação de Alerta. Atualmente, dez municípios amazonenses estão em atenção, 14 em alerta e um em emergência.
Durante a passagem pelo município, Wilson participou de duas reuniões com moradores, lideranças políticas e apoiadores. A primeira contou com a presença do prefeito Renato Afonso e do deputado estadual Adjuto Afonso. O segundo encontro foi organizado pela liderança Ismael Amorim, conhecido como Barbudão.
Nas reuniões, Wilson também prestou contas das ações realizadas em Pauini, como a implantação do Auxílio Estadual Permanente e do Prato Cheio, os financiamentos concedidos pelo Crédito Rosa, a modernização da iluminação pública por meio do Ilumina+ Amazonas e os investimentos na pavimentação das ruas da cidade.
Enfrentamento à seca
Enquanto governador, Wilson coordenou medidas para reduzir os impactos das estiagens, como o envio de alimentos, medicamentos, caixas-d’água e purificadores, além da antecipação do Auxílio Estadual Permanente. Somente na Operação Estiagem de 2024, foram distribuídas mais de 3 mil toneladas de alimentos e mais de 200 toneladas de medicamentos nos 62 municípios. Também foram instalados 41 purificadores e entregues 4.150 caixas-d’água.










