sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Ministério Público acusa médica de homicídio por morte após lipoescultura sem estrutura

Ministério Público acusa médica de homicídio por morte após lipoescultura sem estrutura

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro formalizou uma denúncia contra a profissional da saúde responsável por um procedimento cirúrgico que resultou no óbito de uma paciente. A acusação aponta falhas graves durante a realização de uma lipoescultura, culminando na suspensão das atividades da envolvida por determinação judicial e movimentando os órgãos de fiscalização.

Falhas técnicas e agravamento do quadro clínico

Conforme apontado na peça acusatória, a intervenção cirúrgica resultou em lesões severas nos órgãos internos da paciente. A investigação detalha que houve perfurações no intestino em múltiplos pontos durante a execução da cirurgia estética.

Apesar das reclamações iniciais sobre dores agudas e desconforto respiratório manifestadas pela vítima, os sinais de alerta foram desconsiderados pela equipe responsável. A transferência hospitalar ocorreu somente após o deterioro acentuado da saúde, resultando em falência múltipla de órgãos decorrente de infecção generalizada dias depois.

Ausência de especialização e estrutura inadequada

Os registros apontam que a profissional envolvida não possuía a titulação exigida para a execução de cirurgias plásticas. Além disso, o estabelecimento onde ocorreu a intervenção carecia de suporte tecnológico e infraestrutura apropriada para o manejo de emergências médicas.

As autoridades ministeriais ressaltaram que o histórico da profissional registra episódios semelhantes de complicações graves em procedimentos anteriores. O documento aponta ocorrências de óbitos e sequelas físicas permanentes em outras pacientes atendidas anteriormente pela mesma rede de atendimento.

Posicionamento dos órgãos reguladores e medidas judiciais

O judiciário determinou o impedimento imediato da prática médica pela profissional investigada enquanto o processo segue em tramitação. A medida visa resguardar a segurança pública e evitar novos incidentes decorrentes da atuação da investigada.

Em manifestação oficial, o conselho de classe regional informou que a situação cadastral da profissional permanece ativa, mas garantiu o cumprimento integral das determinações judiciais assim que houver a notificação formal por parte da justiça.

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