A Polícia Federal decidiu cancelar os passaportes de Flávio Bolsonaro nesta terça-feira. A medida foi adotada após o senador não cumprir a determinação judicial emitida pelo Supremo Tribunal Federal para a entrega imediata dos documentos de viagem. Até o momento, os órgãos oficiais não registraram formalmente a saída do parlamentar do território nacional, embora investigações e relatos da imprensa internacional apontem para uma possível movimentação em direção à fronteira.
Diante do impasse gerado pelo descumprimento da ordem, a corporação policial informou que irá oficiar formalmente o ministro Alexandre de Moraes sobre a situação. O caso ganhou urgência após a veiculação de informações jornalísticas indicando que o político teria cruzado a fronteira utilizando documento de identidade rumo ao país vizinho, com planos de embarcar em um jato executivo com destino aos Estados Unidos.
Investigações e desdobramentos judiciais
O senador é alvo de apurações em andamento no Supremo Tribunal Federal. Em um dos inquéritos, ele figura como suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro através de plataformas de apostas online, ao lado de um representante legal. Outra linha de investigação na Suprema Corte examina o financiamento de uma produção cinematográfica centrada na trajetória de sua família.
Paralelamente, o cenário político nacional registra movimentações do partido do parlamentar, o Partido Liberal, que reconheceu publicamente o resultado das urnas que garantiram a reeleição do atual chefe do Executivo federal. A disputa eleitoral recente terminou com uma diferença expressiva de votos apurados em favor do candidato vitorioso.
A situação de Eduardo Bolsonaro no exterior
Enquanto o caso de Flávio mobiliza autoridades em solo brasileiro, seu irmão Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos. Contra o ex-parlamentar, que teve o mandato cassado, pesa um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça brasileira. Ele havia sugerido anteriormente que o irmão deixasse o país caso o resultado das urnas fosse desfavorável.
O ex-deputado foi sentenciado a quatro anos de reclusão devido a articulações voltadas à imposição de sanções internacionais contra autoridades do Brasil e medidas tarifárias aplicadas ao comércio exterior brasileiro, em movimentações associadas a processos judiciais envolvendo o núcleo familiar.
Repercussão internacional e controle de fronteiras
A imprensa estrangeira, especificamente veículos da Argentina, divulgou que o senador brasileiro estaria em cidade fronteiriça para embarcar em aeronave particular ligada a uma empresa de aviação executiva. No entanto, autoridades migratórias do país vizinho declararam não possuir registros oficiais de entrada do político em seu território.
As autoridades continuam monitorando os passos e eventuais tentativas de evasão, mantendo contato direto com a Agência Brasil e demais instâncias do Judiciário para garantir o cumprimento das restrições impostas aos investigados.









