
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira nova descoberta de acumulação de gás natural em águas profundas na Colômbia. De acordo com a estatal, o poço está situado a cerca de 42 quilômetros da costa, em uma área com lâmina d’água (profundidade) de 1.251 metros.
Segundo a companhia, a descoberta reforça o potencial de gás na região e pode contribuir para a segurança energética local. Os planos da companhia envolvem ainda exportar o gás excedente para o Brasil. O anúncio ocorre em meio à fase final da perfuração do poço na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, no litoral do Amapá.
O poço responsável pela descoberta é exploratório e se chama Sandia-1. Está localizado no bloco GUA-OFF-0, que fica a 18 quilômetros dos poços já perfurados Sirius-1 e Sirius-2, e a 9 quilômetros do poço Copoazu-1, todos com projeções otimistas, segundo fontes.
As áreas são operadas pela Petrobras, que detém 44,44% do consórcio firmado com a colombiana Ecopetrol, que possui os 55,56% restantes. A perfuração do Sandia-1 começou em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho.
A primeira descoberta na região ocorreu em 2022, com o Sirius-1. Dois anos depois, a estatal confirmou a acumulação de gás no Sirius-2. Em março deste ano, foi anunciada a descoberta no Copoazu-1. A estimativa é de que o volume de gás in place das descobertas some 6 trilhões de pés cúbicos (Tcf), o equivalente, em termos energéticos, a cerca de 1 bilhão de barris de óleo equivalente.
O gás in place corresponde ao volume estimado existente no reservatório, mas apenas uma parte desse volume pode, de fato, ser convertida em produção. Segundo analistas, o fator de recuperação dependerá de fatores como geologia, pressão, permeabilidade, mecanismo de produção, infraestrutura e limite econômico do projeto.
Ampliação no exterior
A Colômbia não é a única aposta da empresa. No fim de junho, a estatal e a mexicana Pemex assinaram um memorando de entendimento para cooperação estratégica e técnica. O acordo abre caminho para trabalhos conjuntos na exploração e produção de petróleo em águas profundas e em campos maduros, além do aumento da eficiência nas áreas de refino e petroquímica.
Além disso, a estatal vem ampliando sua atuação na África. Em julho deste ano, a Petrobras assumiu a operação do Bloco 3, na costa de São Tomé e Príncipe. A estatal ficou com 75%, como operadora, enquanto a Oranto passou a ter 15% e a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe, 10%.
Em fevereiro deste ano, a estatal havia anunciado a compra de 42,5% do Bloco 2613, no mar da Namíbia. A operação foi feita em parceria com a TotalEnergies, que também adquiriu 42,5% e será a operadora. O restante, 15%, permanece com a Namcor, estatal de petróleo da Namíbia.
A estatal tem ainda participação em um bloco na África do Sul, em parceria com a TotalEnergies, QatarEnergy e Sezigyn Pty. Em 2025, a Petrobras havia apresentado ainda uma declaração de interesse por nove blocos exploratórios na Costa do Marfim.
Segundo o plano de negócios atual da companhia, a estatal pretende investir US$ 7,1 bilhões em atividades exploratórias até 2030. Dentro desse valor estão ativos exploratórios em outros países, como Colômbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.
Fonte: Globo.com










