
André Mendonça entende que atuação do grupo não é inocente e cita ação coordenada dos ‘profissionais do crime’
As provas reunidas na terceira fase da operação Compliance Zero devem reforçar apurações sobre a contratação de influenciadores digitais como instrumento para manipulação da opinião pública e defesa de interesses do grupo investigado, supostamente comandado por Daniel Vorcaro.
De acordo com a Polícia Federal, o acordo denominado “Projeto DV” começou a ser executado em dezembro do ano passado. O objetivo seria “atacar a reputação do Banco Central no mesmo período em que o Tribunal de Contas da União emitia sinais de que desfaria a liquidação extrajudicial do Banco Master, anulando assim uma decisão da Autarquia Federal”.
Segundo a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que determinou a prisão de Vorcaro e mais três pessoas, a atuação do grupo não tem caráter inocente, sobretudo diante da ação coordenada descrita como prática de “profissionais do crime”.
As investigações apontam captação ilícita de servidores públicos e tentativa de influenciar a opinião pública contra agentes do Estado envolvidos na apuração.
O grupo buscou, segundo o documento, “construir um cenário favorável de enfraquecimento do Estado e permanência da delinquência alcançada, mesmo que para isso tenham que se utilizar de atos de violência física e coação por meio de sua milícia”.
Defesa de Vorcaro nega irregularidades
Em nota, o banqueiro afirmou que sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.
“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.”
Por: R7









