
Advogado-geral da União (AGU) foi sabatinado por cerca de 8 horas pelos senadores da CCJ da Casa
Pelo placar de 16 a 11, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). O nome será analisado agora pelo plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos para a aprovação. Senadores governistas calculam um apoio em torno de 45 parlamentares.
Durante a sabatina, Messias defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), condenou o aborto e enalteceu Deus em suas falas na sabatina para uma vaga à Corte, numa sinalização à oposição e em busca de votos de senadores desse grupo.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, e chega a esta quarta-feira sob pressão e sem a garantia de que terá o seu nome chancelado no Senado. Ele passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde haverá uma votação. Em seguida, a indicação é votada no plenário da Casa. Governistas projetam cerca de 45 votos para Messias, num resultado apertado. A votação é secreta.
A indicação de Messias à Corte contrariou a cúpula do Senado e, principalmente, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalhava pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Aliados do chefe da AGU dizem que, além de fazer gestos à oposição, o ministro também faz falas para distensionar a relação com esses senadores. Em sua fala inicial na sabatina, por exemplo, elogiou nominalmente Pacheco, com quem se reuniu na terça.
Fonte: Globo.com









