O Museu do Amanhã, localizado na capital fluminense, foi o cenário escolhido para a realização do Women’s International Football Summit (Wifs). O encontro inédito, focado no crescimento, visibilidade e expansão do esporte, aconteceu nos dias 15 e 16 e conectou federações, atletas, clubes, marcas patrocinadoras e importantes atores da indústria esportiva.
Apoio institucional e engajamento da mídia pública
A iniciativa foi organizada pela Conferência de Futebol (Confut) — plataforma global de negócios —, com o apoio institucional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O diálogo estratégico ocorreu em um momento decisivo, antecedendo a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será sediada no Brasil em 2027.
No cenário de difusão da modalidade, a TV Brasil destaca-se ao exibir o Campeonato Brasileiro, além das fases decisivas das Séries A2 e A3 e as finais nacionais das categorias sub-17 e sub-20.
Debates sobre narrativas e novos formatos na comunicação
Durante a programação, a diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, integrou o painel “Comunicação do futebol feminino em transformação: novos formatos, plataformas e narrativas” na tarde de terça-feira.
“É importante a gente promover esse tipo de evento, com um público super engajado e que faz com que a conversa transborde para além do jogo. Esse é o objetivo do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, que, para além de campo e bola, também olha para o clube que teve mais ações de enfrentamento ao feminicídio, portanto, à violência contra a mulher. E tem o prêmio da Craque da Torcida, com votação aberta, que já teve mais de 22 votações”, destacou Antonia Pellegrino, em entrevista ao Stadium, programa de esportes da TV Brasil.
A mediação da mesa esteve a cargo da jornalista, historiadora e comentarista esportiva da emissora pública, Rachel Motta. O debate contou ainda com as presenças de Suleima Sena (fundadora do Donas FC), Lívia Villas Boas (fotojornalista esportiva) e da diretora-executiva da fundação global NO MORE.
“Ser convidada para participar de um evento da dimensão que está sendo o Wifs é importantíssimo em questões de visibilidade, troca de conhecimento e know-how, contatos, de estar com gente que atua na área há muito anos e de todas as redes, seja na parte de gestão, bastidores, dos clubes. Coloca, principalmente, o nome da TV pública nesse quadro de importância e a TV Brasil como uma das instituições que auxilia a realização deste evento”, avaliou Rachel Motta.
Trajetória, conquistas e futuro entre gerações
Já na segunda-feira, a programação abriu espaço para discussões sobre a evolução da modalidade. A apresentadora do Stadium, Marília Arrigoni, participou do painel “Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes”. A mesa teve moderação da presidente da Bancada Feminina do Flamengo, Marion Kaplan, e participação de Renata Armiliato, gerente de Futebol Feminino do Internacional.
“Ter um espaço dedicado a debater o futebol de mulheres brasileiro com personalidades do meio era algo muito esperado por quem cobre a modalidade, principalmente no Rio de Janeiro em que havia uma carência de eventos desse tipo. Além de suprir essa necessidade, o Wifs mostra os passos evolutivos que o futebol feminino vem dando. Foi muito especial falar da experiência de cobre e ouvir as especificidades de quem atua na gestão. Que seja o primeiro de muitos”, disse Marília Arrigoni.
Reforçando o compromisso de longo prazo com a causa, a liderança máxima da EBC pontuou o alcance das transmissões públicas no cenário global.
“Nós somos a TV aberta que mais transmite futebol feminino no mundo. Não é no Brasil, é no mundo. É sobre continuidade, regularidade, presença. É no Stadium, no Copa Delas [programa semanal sobre futebol feminino disponibilizado no canal da TV Brasil no YouTube]. Somos um canal realmente apoiador da modalidade. A gente está junto desde antes da Copa do Mundo de 2027 ser escolhida para ser no Brasil”, concluiu a diretora-presidente da EBC.










