
Com a aprovação de uma lei, o governo Lula e o Supremo avaliam que seria possível aos bancos conseguir uma exceção à Magnitsky ou à própria AGU apresentar um recurso à Justiça americana para liberar Moraes e sua família dos bloqueios de ativos.
Os envolvidos nas discussões sobre o projeto de lei avaliam que, embora ela vá resolver o problema do ministro e relator do processo da trama golpista, ele é necessário para prevenir novas tentativas de intervenção sobre o sistema financeiro do Brasil.
A questão é que nem todas as correntes do Congresso vão entender dessa forma. Parte dos deputados e senadores, em especial os bolsonaristas, tendem a considerar que se trata de uma lei feita sob medida para liberar os ativos e cartões de crédito de Moraes dos bloqueios impostos pelo governo Donald Trump, o que pode travar a tramitação da lei ou até mesmo acabar matando a iniciativa no nascedouro.
Essa é uma das razões pelas quais ainda não há uma definição de data para que o projeto de lei seja apresentado rapidamente ao Congresso.
A outra é a possibilidade de que os presidentes Lula e Trump se reúnam em breve para discutir as sanções comerciais dos Estados Unidos ao Brasil, tomadas como represália do republicano ao processo contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
O encontro, porém, ainda não foi marcado. Além disso, a estratégia para essa reunião é dirigir o foco das discussões para assuntos econômicos. Por isso, qualquer iniciativa que possa ser compreendida pelos americanos como uma provocação do Brasil está suspensa. A Lei da Reciprocidade, que permite a adoção de tarifas iguais às impostas ao Brasil como barreira ao comércio, é um exemplo disso.
Fonte: Globo.com









