A Justiça Eleitoral determinou uma medida drástica na capital baiana após constatar irregularidades na circulação do transporte coletivo urbano. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ordenou à Polícia Federal a prisão imediata do titular da pasta municipal de transportes por descumprimento de ordens judiciais relativas à frota de ônibus.
A crise institucional escalou rapidamente ao longo do dia, mobilizando autoridades de segurança, representantes partidários e gestores públicos em meio a acusações de sabotagem operacional e interferência no pleito eleitoral.
Denúncia e fiscalização no sistema de transporte
O imbróglio começou quando uma federação partidária acionou a Justiça Eleitoral alegando que os ônibus circulavam com uma redução drástica, operando abaixo da metade da capacidade esperada para dias úteis. Diante do alerta, um magistrado realizou inspeção presencial em uma das sedes operacionais.
Durante a verificação, agentes públicos flagraram dezenas de veículos parados nas garagens. Um funcionário do local admitiu aos fiscais que a diretriz para manter os coletivos fora das ruas partiu diretamente da pasta municipal de mobilidade urbana.
Justificativas da gestão municipal e alegações de adesivagem
A prefeitura tentou justificar a retenção dos veículos argumentando que sindicalistas teriam colado material de propaganda eleitoral em apoio a determinados candidatos diretamente na lataria dos coletivos. Segundo a administração local, as empresas recolheram os ônibus para evitar autuações por propaganda irregular.
Apesar das explicações apresentadas pela prefeitura, o tribunal entendeu que a ordem para desfalcar a frota violou dispositivos legais do Código Eleitoral, o que motivou o decreto de prisão contra o secretário responsável pela pasta de mobilidade.
Ordens de liberação total da frota e sanções pecuniárias
Além da detenção do gestor público, a decisão estipulou a obrigatoriedade de liberação integral de cem por cento dos veículos, restabelecendo itinerários normais e determinando a gratuidade nas passagens para toda a população da cidade.
Para garantir o cumprimento imediato da medida, o tribunal fixou multas horárias milionárias aplicáveis tanto à secretaria quanto às empresas concessionárias em caso de desobediência. A Procuradoria Regional Eleitoral também foi acionada para investigar eventuais crimes e adotar as medidas cabíveis.










