domingo, 25 de outubro de 2026

Seca e fumaça alteram logística de urnas em Parintins no Amazonas

Seca e fumaça alteram logística de urnas em Parintins no Amazonas

A operação de envio de urnas eletrônicas e equipes para os locais de votação da zona rural em Parintins, no Amazonas, exigiu mudanças drásticas em razão de desafios ambientais extremos. A estiagem severa e a densa camada de fumaça que cobrem a região transformaram a rotina logística da Justiça Eleitoral, exigindo ajustes fundamentais para garantir a segurança no transporte fluvial.

Enquanto no primeiro turno o deslocamento teve início no fim da tarde da véspera, a nova etapa operacional precisou ser integralmente reprogramada. As equipes iniciaram os trabalhos ainda durante a madrugada, aguardando condições mais favoráveis para a navegação nos rios que apresentam níveis criticamente baixos.

Segurança fluvial alterada pela estiagem

A prioridade da Justiça Eleitoral passou a ser a visibilidade durante o trajeto de barco pelos rios da região. Com o volume de água reduzido, o risco de acidentes e encalhes aumentou consideravelmente ao longo dos leitos fluviais.

Para contornar o problema, a partida das embarcações foi transferida para a luz do dia, permitindo que os condutores tivessem maior clareza para desviar de bancos de areia e obstáculos submersos. A medida de precaução envolveu o deslocamento conjunto de mesários, equipamentos eletrônicos e agentes de segurança pública.

Impacto da fumaça na saúde e visibilidade

A qualidade do ar na região atingiu níveis alarmantes, com altas concentrações de poluentes registrados por plataformas de monitoramento ambiental da Universidade do Estado do Amazonas. A névoa densa encobriu pontos tradicionais da cidade, como a Catedral de Nossa Senhora do Carmo, reduzindo drasticamente a visibilidade urbana e rural.

Diante da exposição severa à fuligem e aos gases nocivos, os colaboradores e mesários receberam orientação específica para o uso de máscaras de proteção. A medida busca minimizar os riscos respiratórios e os incômodos relatados pela população, como irritação nos olhos e secura na garganta durante as atividades externas.

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