A defesa da ex-candidata ao governo do estado pelo PL, Professora Maria do Carmo, denunciou perseguição política e apontou possíveis abusos de autoridade durante a operação de busca e apreensão realizada na residência dela, localizada em Manaus, nesta sexta-feira. Na ação conduzida pelas autoridades de segurança, agentes da corporação apreenderam o aparelho celular e o computador pessoal da figura política, em meio a apurações sobre a divulgação de conteúdo sensível envolvendo uma menor de idade nas plataformas digitais.
O inquérito policial analisa a publicação de imagens da filha de Omar Aziz (PSD) ainda na infância, inseridas em contextos virtuais que associavam o governador eleito a acusações de natureza grave. As investigações correm para apurar eventuais responsabilidades sob a égide do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em manifestação oficial enviada aos veículos de comunicação, os advogados sustentaram que prerrogativas legais da advocacia e garantias fundamentais foram desrespeitadas no cumprimento da ordem judicial.
Defesa aponta abusos e alega exposição indevida
Os representantes legais da investigada criticaram o que classificaram como uma escalada de hostilidade e o vazamento de dados de um procedimento abrigado sob segredo de justiça. Segundo a nota emitida, a figura pública tem enfrentado exposição desproporcional desde o encerramento do pleito eleitoral, com o intuito de atingir sua honra e reputação profissional.
A equipe jurídica enfatizou que a cliente sempre demonstrou plena disposição em colaborar com as instâncias investigativas. Em data anterior à diligência policial, a defesa apontou que a ex-candidata compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos e se colocou à disposição para entregar os dispositivos eletrônicos requisitados pelas autoridades competentes.
A execução da diligência policial e a análise pericial
A incursão policial ocorreu após determinação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que cassou a suspensão anterior da medida cautelar e autorizou o prosseguimento da coleta de provas digitais. O delegado responsável pela condução do caso relatou que houve discussões técnicas durante a execução do mandado na residência, mas os equipamentos eletrônicos foram devidamente recolhidos.
O material apreendido passará por exames periciais aprofundados para extração de dados e verificação do nível de envolvimento de cada suspeito. A autoridade policial classificou a disseminação das imagens nas redes sociais como uma conduta grave que atenta contra a dignidade e a intimidade da adolescente afetada pelas publicações.










